Biscoitinhos de ventoooo…

biscoitos de ventoNão sei bem de onde saiu o nome… pensando bem, nem a primeira vez que ele provou!! Mas a questão é que o meu pequeno simplesmente ama estes biscoitos de polvilho azedo. AMA!!!

Os biscoitos comprados na padaria são bastante gordos e cheios de sódio. Os do supermercado então, além de tudo isso, ainda vêm cheios de conservantes e muitas vezes até mesmo corantes.

Sendo assim, na constante tentativa de oferecer alimentos mais saudáveis e ao mesmo tempo não privar meu filho das coisas que gosta, fui eu experimentar algumas (várias!) receitas.
Hoje então achei uma que deu certo!! Viva!!

Postei a foto nas redes sociais e logo vieram pedidos de receita. Parece que não é só o meu pequeno que adora!!

O melhor de tudo é que foi muito fácil e rápido de fazer!!!

Claro que a maneira que eu fiz foi como deu certo para mim… mas com certeza não é a melhor maneira de fazer, afinal, sou só uma arquimãe esforçada e não uma profissional da culinária! 🙂

Então, se achar uma maneira melhor ou aprimorar esta minha, vem me contar, ok??


RECEITINHA:

2 xícaras de polvilho azedo
1/2 xícara de leite tipo B (outro dia vou tentar com água)
1/2 xícara de óleo de girassol
1 ovo caipira
1 colher de chá rasa de sal marinho moído
Coloquei os ingredientes em uma bacia e amassei bem com as mãos para misturar.Como o polvilho azedo acaba formando bolinhas, coloquei então no liquidificador.

Obs 1: não coloque no liquidificador antes de misturar com a mão, pois não bate… pelo menos no meu é assim!
Obs 2: quando estiver batendo, a massa cria ar de tanto em tanto tempo, então é preciso tirar o ar com uma espátula… faz até pfffff!!! rsrsrsrs, três a cinco minutinhos batendo é suficiente.
Obs 3: se na sua cozinha tiver um processador de alimentos ou uma batedeira a mão, use e esqueça o liquidificador! (na próxima eu faço isso! kkkkkkk)

A massa fica bem mole e homogênea. Aí é só colocar em um saquinho plástico, fazer um furinho na ponta e deixar a imaginação rolar para criar formas legais.

Ele quase não cresce, então dá para colocar vários em uma forma anti-aderente (usei uma de pizza mesmo).

Deixei assar por uns 15-20 minutos no forno pré-aquecido a 200 graus, cuidando sempre para não queimar.
Lembrando que o polvilho azedo é derivado da fécula de mandioca, portanto, não contém glúten… ótimo para os intolerantes à ele!
Com um pouquinho de goiabada a mamãe aqui se esbaldou… e assim purinho o pequeno amou!
Bom apetite!!!!

Eu voltei, voltei para ficar…

im back 2

Nunca pensei que escrever num blog fosse tão absurdamente difícil!!! Rsrsrsrs

Parar tudo e escrever exige disciplina e desprendimento… eu ainda não estava preparada!
Mas, depois de tantos pedidos, força, sugestões e idéias, estou de volta – e pra ficar!

Para voltar com o pé-direito vou começar atendendo aos pedidos de algumas leitoras/amigas e postando várias receitinhas que eu inventei ou adaptei para o meu pequeno (ele ama!) e que são muito fáceis de fazer.

PS – acabo de lembrar que hoje é dia 11/11… voltar a escrever hoje deve significar alguma coisa boa, não??

espinafre

Creme de espinafre “multiuso”

O João absolutamente ama tudo o que leva este creme de espinafre! Costumo fazer acompanhando o arroz ou o macarrão, mas já usei até para fazer sanduíche para levar para a escola! Rsrsrsrs

O melhor é que fica muito nutritivo e é muito fácil e rápido!

Eis a receita para a qual corro quando ele não quer comer nada (sim, existem vários destes dias).

Vamos precisar de…

  •  1 maço de espinafre lavado e escorrido (pode aproveitar os talos, é só retirar os bem grossos)
  • 1 xícara de leite B
  • 1 colher de farinha de trigo (araruta ou farinha de arroz para fazer sem glúten)
  • 1 cenoura média ralada (opcional)
  • ½ cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 colher de sopa de manteiga (eu uso orgânica)
  • Uma gota de azeite de oliva virgem (o extra-virgem somente para ser usado cru)
  • Coentro em pó a gosto
  • Sal a gosto

Em uma frigideira funda coloque a manteiga e a gota de azeite (para não queimar a manteiga) e doure a cebola e o alho.

Acrescente o espinafre (sem picar) e a cenoura ralada.

Tampe e deixe murchar (não precisa ficar completamente cozido).

Desligue o fogo e reserve.

Coloque no liquidificador o leite, a farinha e a mistura refogada de espinafre e cenoura.

Bata até ficar na consistência desejada (mais liso ou com mais pedacinhos) e tempere com uma pitada de sal e coentro.

Coloque novamente na frigideira, no fogo baixo, mexendo sempre até engrossar um pouco.

Prontinho!!

Sirvo com arroz e uma carne, como filé de frango ou hambúrguer caseiro, ou com macarrão (macarrão do Hulk, segundo o João! Rsrsrsrs).

Bom apetite!!

Leve a vida mais leve – por uma rotina mais organizada

Image

Depois de um breve intervalo para cuidar do meu baixinho dodói (teve uma leve estomatite), volto a me dedicar a um dos meus atuais prazeres, que é escrever aqui!

Foi uma semana bastante corrida, intensa, com o baixinho ficando em casa todos os dias. Ainda bem que a bisa estava aqui para me ajudar a dar atenção ao meu pequeno enfermo. O João é mesmo uma criança abençoada pois pode contar com o amor dos quatro avós e de duas bisas, uma materna e uma paterna. Este amor enorme que ele recebe da família, junto com o fato de, pelo meu lado, ser o único neto e único sobrinho, se reflete muitas vezes em presentes… MUITOS presentes!

Não posso reclamar, pois dentro do razoável, o pessoal sempre me pergunta sobre como presentear meu pequeno, pois respeitam (embora algumas vezes não entendam) a maneira como eu procuro educá-lo.

Esta maneira de viver e ensinar, que eu ainda estou descobrindo, me levou a fazer diversas novas escolhas, muito diferentes daquelas a que eu estava acostumada na minha vida pré-João… (nossa, quase não lembro dela! Rsrsrsrs)

A questão da sustentabilidade e do pensar no mundo que eu estou ajudando a construir para a geração do meu filho me fez refletir muito mais sobre a alimentação e as conseqüências das minhas escolhas para o Planeta. E, uma coisa levando à outra, mudar a alimentação para uma maneira mais ecológica, menos agressiva ao meio-ambiente me fez pensar na saúde e no que estamos colocando “para dentro” do nosso corpo! Como a quantidade de química que costumamos ingerir sem perceber modifica o funcionamento do nosso organismo e os resultados disso. Mais mudanças de hábitos – adeus aos alimentos muito processados!

E neste processo, hoje a tarde brincando com o pequeno começo a remexer seus brinquedos e me espanto! Nossa, quaaaanto brinquedo!! E pensar que eu já tive medo de que o João tivesse poucos! Ainda estou pensando em uma solução para aplicar o desapego sem traumas para ele e para mim… rsrsrsrs

E as roupas? Abri a gaveta dos calçados do meu filho e tive a triste percepção de que NENHUM sapato de inverno ainda serve (incluindo aí tênis, alpargatas, crocs, etc.)! Ao esvaziar a gaveta consegui encher duas sacolas com uns 30 pares!! E novamente me pergunto: precisa? Precisava? Eu acreditei que sim…

Da mesma forma como o corpo precisa de menos, a casa precisa de menos, a vida também precisa de menos! Leveza, leveza, leveza…

De quebra fica a facilidade na arrumação de tudo. Guardando somente aquilo que realmente se usa, sobra espaço para viver! Os armários ficam mais organizados e utilitários e isso leva a facilidade no dia-a-dia. Mais uma vez leveza!!

Armazenar coisas sem uso só aumenta o stress ao ter que organizar ou procurar por algo – vale aí o desapego daquilo que atrapalha a vida e atravanca a rotina.

Depois de conseguir manter somente aquilo que importa, vale utilizar algumas dicazinhas de organização para tornar a vida ainda mais leve e poder gastar nosso tempo com aquilo que realmente importa – nossos amores!

Organizadores

Image

São excelentes e ajudam mesmo na composição de prateleiras e gavetas. Mas, são caros e precisamos de muitos, então… porque não usar a quantidade absurda de embalagens que compramos diariamente???

Você já percebeu a quantidade de caixinhas, saquinhos, latinhas e vidrinhos que acompanham os mais variados produtos, de alimentação à higiene passando pelo vestuário??

Mesmo que eu não veja utilidade imediata para uma caixinha/latinha/saquinho, se for de material resistente e tamanho prático, guardo mesmo! Certamente acharei uma gaveta ou armário precisando de organização: botões, maquiagens, talheres, itens da despensa, papelaria, ferramentas… todos precisam de um lar! E se você for mais caprichosa ainda pode forrar com tecidos ou papéis estampadinhos de acordo com o armário ou ambiente: floral para o roupeiro, xadrez para a cozinha, bolinhas para a sala… fica um mimo e ainda ajuda a preservar o meio-ambiente gerando menos lixo!

Image

Vidros transparentes também ficam lindos com objetos coloridos em seu interior e são fáceis de limpar!

Então da próxima vez que um produto vier com aquela embalagem tão bonitinha, guarde, com certeza será útil mais tarde – o Planeta e sua casa agradecem.

Etiquetas

Etiquetar e identificar o conteúdo das caixas e potes também é muito útil. Especialmente daqueles que são pouco usados. Facilita na hora de procurar um item – imagina não precisar ficar abrindo caixa por caixa!

Image

As etiquetas podem ser de papel simples, plásticas e até de louza para giz… ou se o uso for constante, você pode simplesmente escrever direto na caixa! Capriche na letra e deixe bem visível.

Móveis utilitários

O mobiliário também faz toda a diferença na organização da casa. Estantes abertas, com prateleiras ficam ótimas para objetos organizados em caixas e contêineres. Já para papelaria, gavetas sempre são bem vindas.

Image

Os móveis podem e devem mudar de uso conforme a necessidade, e mudar de cara também!
Porque não revestir o criado mudo e assim transformá-lo em uma mesinha para a sala? E a estante de louças que vira um ótimo armário de brinquedos?

Inove e transforme tudo de acordo com a sua necessidade! Esqueça os preconceitos! E ao comprar móveis novos escolha aqueles que possam se adaptar aos mais diferentes usos.

Utilizar um móvel como expositor de uma linda coleção, além de decorar, ainda empresta a sua personalidade ao ambiente, como falei neste post . Esta coleção pode ser de bolsas, colares, garrafas… tudo o que traz prazer aos seus olhos e facilita o seu dia-a-dia.

Image

Cores e temas

Organizar roupas, louças, sapatos, livros, etc. por cor, tema ou tipo também torna mais ágil a escolha e de quebra dá mais vida aos armários e prateleiras.

Aqui em casa por exemplo, somos dois professores e temos MUITOS livros, então dividimos por assunto: os de arquitetura, design, arte e assuntos relacionados ficam no meu espaço de trabalho; os de comunicação, educação e temas afins ficam no escritório do marido. Na sala estão os de literatura e os mais bonitos para expor… e assim por diante. Na hora de procurar fica infinitamente mais fácil!

Papéis e documentos também podem seguir o mesmo princípio. Como não dá pra ficar procurando pastinhas e envelopes no dia-a-dia, estabeleço gavetas ou caixas para assuntos diversos como contas a pagar, recibos e contas pagos, manuais, documentos, bobagens… é só jogar ali assim que recebemos. No final do ano, ou quando a gaveta/caixa fica cheia, é hora de organizar nas pastas e envelopes do escritório! Simples e rápido!

Até mesmo a cozinha e a despensa podem ficar melhores com um pouco de organização. Que tal separar os alimentos abertos/em uso dos fechados? Pode ser em uma prateleira ou até mesmo em armários só para este fim – fazer a lista do supermercado fica muito mais rápido.

Image

A louça também pode ficar agrupada por tipo de uso, freqüência de utilização ou até por cor… muito bom na hora de arrumar a mesa! E melhor ainda se as toalhas, guardanapos e jogos americanos seguirem o mesmo padrão.

Se prestarmos atenção no quotidiano, perceberemos as mudanças que precisam ser feitas para facilitar a vida. E as crianças logo aprendem também!

Outro dia eu estava cansadíssima depois de um dia de trabalho e atividades de casa, então, ao ajudar meu pequeno a juntar os carrinhos que inevitavelmente ficam no chão da sala, coloquei na primeira caixa de brinquedos que vi (preguiça de procurar a certa – confesso!) e logo fui repreendida: “mamãe, aí são os dinossauros, a caixa dos carrinhos é aquela!”

E a bisa me contou que até ela já foi ensinada sobre o lugar certo de cada brinquedo! Acredito que isso aconteça porque, assim como facilita para mim, facilita para o meu baixinho saber onde estão seus brinquedos “fabolitos”!

Boa arrumação!

Beijinhos

* todas as imagens são do Pinterest

O Caminho dos Pais Pacíficos

equilibrio

A minha busca atual é por equilíbrio: na rotina, no trabalho, no uso da Internet, na educação do João! Por isso este texto me caiu como uma luva…

Alcançar o equilíbrio, ou a paz, não é viver sem stress (quem tem filhos sabe que isso é impossível) e sim aprender a viver com as situações estressantes, aceitá-las, deixá-las passar, vivê-las com serenidade.

Na minha vida esta tem sido uma luta e um aprendizado constantes. Achar o caminho do meio, aquele de serenidade entre as emoções quotidianas, é o grande desafio que assumi comigo mesma. E sempre é tempo de parar e reavaliar, pedir desculpas e voltar atrás…

Não deixar que os desafios se sobreponham à vontade de fazer melhor é uma grandiosa meta para mim… e o pouco que já aprendi faz uma grande diferença.

Por acreditar no poder da paz/equilíbrio no dia-a-dia, facilitando as escolhas em todos os campos da vida – especialmente com os pequenos – é que divido aqui o excelente texto de Leo Babauta, do blog Zen Habits traduzido para o português pelo blog Lar Montessori. (dois blog maravilhosos e que recomendo!)

Aproveitem sem moderação!

O Caminho dos Pais Pacíficos.

Beijinhos

Até a hora de dormir, sem stress (ou quase!)

sem stress

Sabe aquela hora depois da escola? Aquele momento depois que você trabalhou o dia todo, seu marido trabalhou o dia todo (no caso do meu, acabou de sair pra trabalhar mais um pouco) e seu filho está com sono/fome/querendo atenção???

Aquelas poucas horas entre chegar em casa e dormir onde você tem que se alimentar, alimentar a(s) criança(s), tomar banho, dar banho e com sorte fazer alguma atividade prazerosa??
Quando o dia ainda não acabou e você já está acabada???

Muitas vezes fui dormir achando que não tinha feito nada direito… como se eu e o pequeno tivéssemos comido com pressa, tomado banho com pressa e não tivéssemos aproveitado nadica de nada a companhia um do outro.

Há um tempo atrás vi algumas dicas de várias mães que realmente me ajudaram a encarar o final do dia com mais prazer e menos stress, e que fui adaptando à minha própria rotina.
Repasso aqui para que, se servirem para mais alguma mamãe, que sejam tão úteis como foram para mim!

1- Tenha um lanche paliativo:

O meu baixinho costuma sair da escola com fome e sede, mas ainda é muito cedo para jantar. Facilita muito ter algum lanche leve e água fresquinha neste momento.
Pode ser uma fruta, uma ou duas bolachinhas leves e não muito doces, uma pequena porção de amêndoas, uma fatia de pão integral ou até um salgado assado.
Alimentos fáceis e nutritivos que possam ser carregados dentro do carro para que o pequeno coma assim que sair da escola.
O mais importante é que este lanche seja pequeno para que não tire a fome da janta (que aqui em casa é entre 19:30 e 20:00 horas).
Para nós funciona muito bem pois a fome do pequeno aliada ao cansaço resulta em choro, brabeza e birras! Um lanchinho leve dá o suporte necessário para chegar até a hora da janta sem maiores dramas.

2- Dê um tempo de transição (para você e para ele):

Às vezes a criança precisa de algum tempo livre depois de passar a tarde toda seguindo regras, realizando tarefas e brincadeiras em grupos na escola. Deixe-a brincar livremente por alguns instantes.
Aqui em casa, no verão, é o momento de ficar no pátio, brincar com água, andar de patinete, jogar bola. No frio, os brinquedos são a melhor opção – deixo que ele escolha e brinque com o que quiser e só observo de longe.
Também me ajuda fazer a minha própria transição: trocar de roupas, lavar o rosto, comer uma fruta, respirar fundo… me enchem de paciência e energia para chegar até a hora de dormir.
Uma caminhada até a padaria ou UM desenho na TV num dia chuvoso também funcionam.
Aqui em casa, depois deste pequeno ritual, tudo flui com mais tranqüilidade, e as “ordens” da mamãe parecem ser acatadas com mais prazer! Rsrsrsrsrs

3- Diminua o ritmo:

Faça as coisas mais devagar, converse com seu filho, ria, brinque com ele… isso só irá relaxar e unir mais vocês dois. De quebra, o clima para a hora de dormir vai se preparando e TUDO aquilo que facilita a hora de dormir aqui em casa é bem vindo! Rsrsrsrs
Atividades sensoriais costumam prender a atenção e relaxar ao mesmo tempo. Pode ser massinha de modelar, pinturas de dedinhos, instrumentos musicais ou o que mais a imaginação mandar. Ouvir uma música calma também é agradável e divertido, eu a-do-ro cantar junto com o João!

4- Tenha a refeição da noite pré-planejada:

Tente pensar com antecedência e assim providenciar os ingredientes para o jantar.
Facilita deixar algumas verduras lavadas e até picadas na geladeira para os dias de aperto. Ter sempre ingredientes frescos como ovos caipiras e iogurte natural aqui em casa facilita muito, pois posso preparar várias receitas com eles.
Guardar a sobra do almoço também pode ser uma opção excelente e prática! Dependendo do que eu cozinho, já faço um pouco a mais pensando no jantar do pequeno.
Outro truquezinho que eu adoro é ter sempre algumas coisinhas estratégicas congeladas como hambúrgueres caseiros, feijão, guisadinho já preparado… depois é só acrescentar um legume e fazer um arrozinho novo com alho que a janta está servida!
O importante é não deixar para pensar no que vai servir de última hora, aí vira tudo uma correria…
No final do post vou passar a minha receitinha nova de panquecas integrais de cenoura que aqui em casa foram sucesso total na janta do meu baixinho.

5- Antecipe:

Não deixe a fome apertar para servir o jantar e nem o sono ficar muito grande para levar para a cama!
Aqui em casa o mau-humor impera (nos pais e no filho! Rsrsrsrs) se deixamos a situação ficar muito avançada. Quando o João está com muita fome, acaba ficando irritado e a hora da comida se torna uma tortura e quase sempre acaba em briga! Por isso procuro seguir a rotina de horários para que a fome não aperte antes de eu ter o jantar servido.
Para o sono vale o mesmo princípio, sono demais, aqui, significa agitação. Costumo colocá-lo para dormir assim que percebo o sono chegar. Mesmo que isso possa significar dormir meia ou até uma hora antes do normal. O importante é não deixar o cansaço se instalar e impedir o adormecer tranqüilo.

6- Antencipe II:

Outro truque que aprendi e que tem me ajudado muito é antecipar para ele o que vai acontecer. Por exemplo, cerca de quinze minutos antes de qualquer atividade eu anuncio: “filho, se prepara que daqui a quinze minutos vamos fazer tal coisa!”. Aviso novamente quando faltarem dez minutos e cinco minutos, assim, quando chega o momento ele já está esperando e vai de boa vontade.
Outro dia dei o primeiro aviso do “banho em quinze minutos” e poucos minutos depois ele aparece no meu quarto, peladinho e avisando: “mamãe, já estou preparado para o banho!” Rsrsrsrsrs

7- Crie uma rotinha “pré-cama”:

Aqui em casa a rotina é mais ou menos a mesma desde que o João nasceu. Ainda assim, às vezes a hora de ir para a cama pode ser bem estressante.
Nossa rotina começa desligando a TV e o som (ou colocando uma música muuuuito suave e baixinha) e diminuindo as luzes. Então, banho e complementos. Depois do banho não saímos mais do quartinho dele. Dou um tempinho para alguma brincadeira calma no quarto ou até na caminha mesmo e chega a hora da historinha (que pode ser de um livrinho ou da cabeça da mamãe, ele escolhe). Aí é tetezinha (sim, ele ainda toma e chupa bico – não me julguem!) e cantar para dormir. Com sorte em 15, 20 min estará dormindo! Sem sorte o processo pode se prolongar por até uma hora… paciência neste momento é o meu desafio!

8- Permita-se:

Se tudo der errado e as coisas desandarem, permita-se respirar fundo e começar novamente!
Observe seus filhos e saiba quando é hora de quebrar a rotina – não se torne sua escrava e sim a use para facilitar a sua vida.
Se perceber que seus hábitos, por mais arraigados que estejam, estão dificultando o processo, mude! Transforme-se para melhor! Sempre é tempo.
Quando temos visitas (especialmente os vovôs e vovós) ou nos finais de semana, não me estresso em sair da rotina, o importante é não perder o prazer de fazer as coisas.
Conheço pessoas que ficam de mau-humor se não comerem pizza em um determinado horário e dia da semana! Não seja uma delas – a rotina serve para trazer leveza e não mais peso para seu dia-a-dia.

E finalmente, quando olhar para trás e ver que tudo deu certinho – conseguiu alimentar, dar banho e ainda curtir o seu pequeno – relaxe e mime-se, você merece!!!

Beijinho

Panqueca integral de cenoura:

1 e ½ xícaras de farinha de trigo integral
2 ovos caipiras inteiros
3 cenouras orgânicas pequenas
1 xícara de leite tipo B
sal e temperos a gosto

Bati tudo no liquidificador e passei na frigideira anti-aderente untada com manteiga.

Fiz umas panquecas bem gordinhas, como aquelas americanas e servi com requeijão caseiro e tomatinhos cereja.
Rendeu 6 panquecas grossas – meu pequeno comeu duas e meia!!!

Mais fácil impossível!!!
Bom proveito!

Arrumando a casa… e a bagunça!

João pintando

Quando chega a noite, depois que o meu pequeno já adormeceu, começo a recolher os resquícios do dia… e aí vejo como a arquitetura muitas vezes deixa de se preocupar com os menores até que eles já estejam “bagunçando” o ambiente!

Deixa eu explicar: ando estudando muitas correntes e teorias sobre o desenvolvimento infantil e suas diferentes fases, e um das que eu mais gosto, me identifico e procuro aplicar com o João é Método  Montessoriano de desenvolvimento (só este assunto já daria um blog inteiro! Então para quem quiser saber mais www.brasilmontessori.com).

O que isso tem a ver com arquitetura? É que a teoria da Montessori, uma médica estudiosa do comportamento infantil no século XIX, prega a autonomia da criança nos ambientes em que vivem. TODOS os ambientes e não só na escola!

Por exemplo, no lar montessoriano a criança consegue se virar sozinha na maior parte das tarefas, como pegar e guardar seus brinquedos, ler seus livros, tomar água, comer frutas, se vestir, etc. Ah… aí está a arquitetura! Como fazer isso em uma casa “normal”, projetada para adultos e que normalmente não tem um espaço destinado somente à criança além do seu quartinho??

Aqui em casa tenho dois quartos (o nosso e o do pequeno) e o restante da casa é integrado. Sendo assim, o ambiente que mais usamos durante o dia e boa parte da noite são as salas e a cozinha… logo que o João começou a ter mais autonomia, quis passar a usar os mesmos ambientes que nós adultos, é claro! Aí começou a saga desta mãe de juntar brinquedos espalhados até a exaustão (e irritação, que ninguém é de ferro!). Além disso, percebia que ele tinha que me pedir ajuda na maior parte das tarefas cotidianas.

Foi aí que caiu a ficha e resolvi mudar algumas coisas aqui! E tem funcionado maravilhosamente bem!!

Como penso que meu filho tem tanto direito sobre a casa como eu e o Rafa, facilitei o seu acesso às coisas a que ele pode ter acesso…

Na sala, a mesa de centro e o móvel da TV agora são divididos com ele e seus brinquedos e livros. A estante é baixa e se prestou perfeitamente para isso… coloquei cestos e caixas com os brinquedos organizados por temas (carrinhos, de montar, bonecos, robôs, dinossauros, super-heróis, etc.) e ele consegue pegar sozinho os brinquedos que quer! E tchanam… a grande vantagem é que ele também entende a organização e passou a ajudar no guarda-guarda! Às vezes consegue até juntar sozinho! Esta organização por “tema” também fez toda a diferença, pois ele consegue entender que ao invés de tirar TUDO do lugar, tira somente aquele tipo de brinquedo que quer no momento, e antes de pegar outros, guarda os que não vão mais ser usados… maravilha, né mães??? E ele só tem dois anos e oito meses! Aprendeu rapidinho, foi só uma questão de pequenos ajustes na arquitetura aqui de casa.

Na sala de jantar, o cadeirão perdeu a mesa e agora ele consegue subir sozinho e comer na mesa junto com a gente! Isso fez a maior diferença para começar a comer com a própria mão.

No banheiro fica um banquinho onde ele consegue subir para lavar as mãos… meu próximo passo será o vaso sanitário – como adaptá-lo para que o João consiga usar sozinho.

O quarto dele ganhou uma caminha em que ele sobe sozinho e ainda estou adaptando o espaço para que ele possa ter acesso a todos os brinquedos. Mas já mudei suas roupinhas e sapatos para as gavetas e portas mais baixos, assim ele consegue pegar.

Outro dia estava arrumando a sala e pedi pra que ele levasse seus chinelinhos pro quarto dele… qual não foi minha surpresa ao ver que ele não só levou pro quartinho, como colocou certinho na gaveta dos sapatos?!?!?! Sem a mamãe pedir!! Uhuuuuu!!

O grande desafio é a cozinha, o que deixar ao alcance e o que e como proteger o resto???
É de pirar o cabeção!!

Por enquanto o que fica acessível para o baixinho é a água (que ele pode se servir) e algumas frutas lavadas (e as bananas é claro, não podemos ficar sem bananas!). Hoje por exemplo ele acordou, como de costume foi com o seu patinete me chamar… (sim, de patinete!) e depois veio na cozinha, pegou uma banana, descascou e veio para a sala comer! “Eu tava com fome mamãe!” – Ok filho!

Claro que para isso, para darmos esta autonomia a ele, precisamos abrir mão de uma série de coisas… até mesmo de certas conveniências que nos serviam mas tiravam a autonomia dele. Minha decoração das salas se resume a poucos itens que não são infantis, além dos objetos das paredes e livros. A estante da TV e a mesa de centro estão “decoradas” com caixas e cestos de brinquedos.

A TV por sinal virou objeto de decoração – como prefiro que ele brinque ao invés de ficar grudado na tela, ela fica lá… abandonada coitada!

Claro que dá pra casar a arquitetura de interiores com estas adaptações, é só usar a criatividade (ou contar com ajuda profissional, é claro! rsrsrs), o importante é que todos fiquem confortáveis e possam usar da melhor maneira o espaço mais gostoso que existe: a nossa casa! E de quebra os pequenos vão aprendendo a respeitar e cuidar das coisas que temos!

Beijinhos