Biscoitinhos de ventoooo…

biscoitos de ventoNão sei bem de onde saiu o nome… pensando bem, nem a primeira vez que ele provou!! Mas a questão é que o meu pequeno simplesmente ama estes biscoitos de polvilho azedo. AMA!!!

Os biscoitos comprados na padaria são bastante gordos e cheios de sódio. Os do supermercado então, além de tudo isso, ainda vêm cheios de conservantes e muitas vezes até mesmo corantes.

Sendo assim, na constante tentativa de oferecer alimentos mais saudáveis e ao mesmo tempo não privar meu filho das coisas que gosta, fui eu experimentar algumas (várias!) receitas.
Hoje então achei uma que deu certo!! Viva!!

Postei a foto nas redes sociais e logo vieram pedidos de receita. Parece que não é só o meu pequeno que adora!!

O melhor de tudo é que foi muito fácil e rápido de fazer!!!

Claro que a maneira que eu fiz foi como deu certo para mim… mas com certeza não é a melhor maneira de fazer, afinal, sou só uma arquimãe esforçada e não uma profissional da culinária! 🙂

Então, se achar uma maneira melhor ou aprimorar esta minha, vem me contar, ok??


RECEITINHA:

2 xícaras de polvilho azedo
1/2 xícara de leite tipo B (outro dia vou tentar com água)
1/2 xícara de óleo de girassol
1 ovo caipira
1 colher de chá rasa de sal marinho moído
Coloquei os ingredientes em uma bacia e amassei bem com as mãos para misturar.Como o polvilho azedo acaba formando bolinhas, coloquei então no liquidificador.

Obs 1: não coloque no liquidificador antes de misturar com a mão, pois não bate… pelo menos no meu é assim!
Obs 2: quando estiver batendo, a massa cria ar de tanto em tanto tempo, então é preciso tirar o ar com uma espátula… faz até pfffff!!! rsrsrsrs, três a cinco minutinhos batendo é suficiente.
Obs 3: se na sua cozinha tiver um processador de alimentos ou uma batedeira a mão, use e esqueça o liquidificador! (na próxima eu faço isso! kkkkkkk)

A massa fica bem mole e homogênea. Aí é só colocar em um saquinho plástico, fazer um furinho na ponta e deixar a imaginação rolar para criar formas legais.

Ele quase não cresce, então dá para colocar vários em uma forma anti-aderente (usei uma de pizza mesmo).

Deixei assar por uns 15-20 minutos no forno pré-aquecido a 200 graus, cuidando sempre para não queimar.
Lembrando que o polvilho azedo é derivado da fécula de mandioca, portanto, não contém glúten… ótimo para os intolerantes à ele!
Com um pouquinho de goiabada a mamãe aqui se esbaldou… e assim purinho o pequeno amou!
Bom apetite!!!!

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Eu voltei, voltei para ficar…

im back 2

Nunca pensei que escrever num blog fosse tão absurdamente difícil!!! Rsrsrsrs

Parar tudo e escrever exige disciplina e desprendimento… eu ainda não estava preparada!
Mas, depois de tantos pedidos, força, sugestões e idéias, estou de volta – e pra ficar!

Para voltar com o pé-direito vou começar atendendo aos pedidos de algumas leitoras/amigas e postando várias receitinhas que eu inventei ou adaptei para o meu pequeno (ele ama!) e que são muito fáceis de fazer.

PS – acabo de lembrar que hoje é dia 11/11… voltar a escrever hoje deve significar alguma coisa boa, não??

espinafre

Creme de espinafre “multiuso”

O João absolutamente ama tudo o que leva este creme de espinafre! Costumo fazer acompanhando o arroz ou o macarrão, mas já usei até para fazer sanduíche para levar para a escola! Rsrsrsrs

O melhor é que fica muito nutritivo e é muito fácil e rápido!

Eis a receita para a qual corro quando ele não quer comer nada (sim, existem vários destes dias).

Vamos precisar de…

  •  1 maço de espinafre lavado e escorrido (pode aproveitar os talos, é só retirar os bem grossos)
  • 1 xícara de leite B
  • 1 colher de farinha de trigo (araruta ou farinha de arroz para fazer sem glúten)
  • 1 cenoura média ralada (opcional)
  • ½ cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 colher de sopa de manteiga (eu uso orgânica)
  • Uma gota de azeite de oliva virgem (o extra-virgem somente para ser usado cru)
  • Coentro em pó a gosto
  • Sal a gosto

Em uma frigideira funda coloque a manteiga e a gota de azeite (para não queimar a manteiga) e doure a cebola e o alho.

Acrescente o espinafre (sem picar) e a cenoura ralada.

Tampe e deixe murchar (não precisa ficar completamente cozido).

Desligue o fogo e reserve.

Coloque no liquidificador o leite, a farinha e a mistura refogada de espinafre e cenoura.

Bata até ficar na consistência desejada (mais liso ou com mais pedacinhos) e tempere com uma pitada de sal e coentro.

Coloque novamente na frigideira, no fogo baixo, mexendo sempre até engrossar um pouco.

Prontinho!!

Sirvo com arroz e uma carne, como filé de frango ou hambúrguer caseiro, ou com macarrão (macarrão do Hulk, segundo o João! Rsrsrsrs).

Bom apetite!!

Leve a vida mais leve – por uma rotina mais organizada

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Depois de um breve intervalo para cuidar do meu baixinho dodói (teve uma leve estomatite), volto a me dedicar a um dos meus atuais prazeres, que é escrever aqui!

Foi uma semana bastante corrida, intensa, com o baixinho ficando em casa todos os dias. Ainda bem que a bisa estava aqui para me ajudar a dar atenção ao meu pequeno enfermo. O João é mesmo uma criança abençoada pois pode contar com o amor dos quatro avós e de duas bisas, uma materna e uma paterna. Este amor enorme que ele recebe da família, junto com o fato de, pelo meu lado, ser o único neto e único sobrinho, se reflete muitas vezes em presentes… MUITOS presentes!

Não posso reclamar, pois dentro do razoável, o pessoal sempre me pergunta sobre como presentear meu pequeno, pois respeitam (embora algumas vezes não entendam) a maneira como eu procuro educá-lo.

Esta maneira de viver e ensinar, que eu ainda estou descobrindo, me levou a fazer diversas novas escolhas, muito diferentes daquelas a que eu estava acostumada na minha vida pré-João… (nossa, quase não lembro dela! Rsrsrsrs)

A questão da sustentabilidade e do pensar no mundo que eu estou ajudando a construir para a geração do meu filho me fez refletir muito mais sobre a alimentação e as conseqüências das minhas escolhas para o Planeta. E, uma coisa levando à outra, mudar a alimentação para uma maneira mais ecológica, menos agressiva ao meio-ambiente me fez pensar na saúde e no que estamos colocando “para dentro” do nosso corpo! Como a quantidade de química que costumamos ingerir sem perceber modifica o funcionamento do nosso organismo e os resultados disso. Mais mudanças de hábitos – adeus aos alimentos muito processados!

E neste processo, hoje a tarde brincando com o pequeno começo a remexer seus brinquedos e me espanto! Nossa, quaaaanto brinquedo!! E pensar que eu já tive medo de que o João tivesse poucos! Ainda estou pensando em uma solução para aplicar o desapego sem traumas para ele e para mim… rsrsrsrs

E as roupas? Abri a gaveta dos calçados do meu filho e tive a triste percepção de que NENHUM sapato de inverno ainda serve (incluindo aí tênis, alpargatas, crocs, etc.)! Ao esvaziar a gaveta consegui encher duas sacolas com uns 30 pares!! E novamente me pergunto: precisa? Precisava? Eu acreditei que sim…

Da mesma forma como o corpo precisa de menos, a casa precisa de menos, a vida também precisa de menos! Leveza, leveza, leveza…

De quebra fica a facilidade na arrumação de tudo. Guardando somente aquilo que realmente se usa, sobra espaço para viver! Os armários ficam mais organizados e utilitários e isso leva a facilidade no dia-a-dia. Mais uma vez leveza!!

Armazenar coisas sem uso só aumenta o stress ao ter que organizar ou procurar por algo – vale aí o desapego daquilo que atrapalha a vida e atravanca a rotina.

Depois de conseguir manter somente aquilo que importa, vale utilizar algumas dicazinhas de organização para tornar a vida ainda mais leve e poder gastar nosso tempo com aquilo que realmente importa – nossos amores!

Organizadores

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São excelentes e ajudam mesmo na composição de prateleiras e gavetas. Mas, são caros e precisamos de muitos, então… porque não usar a quantidade absurda de embalagens que compramos diariamente???

Você já percebeu a quantidade de caixinhas, saquinhos, latinhas e vidrinhos que acompanham os mais variados produtos, de alimentação à higiene passando pelo vestuário??

Mesmo que eu não veja utilidade imediata para uma caixinha/latinha/saquinho, se for de material resistente e tamanho prático, guardo mesmo! Certamente acharei uma gaveta ou armário precisando de organização: botões, maquiagens, talheres, itens da despensa, papelaria, ferramentas… todos precisam de um lar! E se você for mais caprichosa ainda pode forrar com tecidos ou papéis estampadinhos de acordo com o armário ou ambiente: floral para o roupeiro, xadrez para a cozinha, bolinhas para a sala… fica um mimo e ainda ajuda a preservar o meio-ambiente gerando menos lixo!

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Vidros transparentes também ficam lindos com objetos coloridos em seu interior e são fáceis de limpar!

Então da próxima vez que um produto vier com aquela embalagem tão bonitinha, guarde, com certeza será útil mais tarde – o Planeta e sua casa agradecem.

Etiquetas

Etiquetar e identificar o conteúdo das caixas e potes também é muito útil. Especialmente daqueles que são pouco usados. Facilita na hora de procurar um item – imagina não precisar ficar abrindo caixa por caixa!

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As etiquetas podem ser de papel simples, plásticas e até de louza para giz… ou se o uso for constante, você pode simplesmente escrever direto na caixa! Capriche na letra e deixe bem visível.

Móveis utilitários

O mobiliário também faz toda a diferença na organização da casa. Estantes abertas, com prateleiras ficam ótimas para objetos organizados em caixas e contêineres. Já para papelaria, gavetas sempre são bem vindas.

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Os móveis podem e devem mudar de uso conforme a necessidade, e mudar de cara também!
Porque não revestir o criado mudo e assim transformá-lo em uma mesinha para a sala? E a estante de louças que vira um ótimo armário de brinquedos?

Inove e transforme tudo de acordo com a sua necessidade! Esqueça os preconceitos! E ao comprar móveis novos escolha aqueles que possam se adaptar aos mais diferentes usos.

Utilizar um móvel como expositor de uma linda coleção, além de decorar, ainda empresta a sua personalidade ao ambiente, como falei neste post . Esta coleção pode ser de bolsas, colares, garrafas… tudo o que traz prazer aos seus olhos e facilita o seu dia-a-dia.

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Cores e temas

Organizar roupas, louças, sapatos, livros, etc. por cor, tema ou tipo também torna mais ágil a escolha e de quebra dá mais vida aos armários e prateleiras.

Aqui em casa por exemplo, somos dois professores e temos MUITOS livros, então dividimos por assunto: os de arquitetura, design, arte e assuntos relacionados ficam no meu espaço de trabalho; os de comunicação, educação e temas afins ficam no escritório do marido. Na sala estão os de literatura e os mais bonitos para expor… e assim por diante. Na hora de procurar fica infinitamente mais fácil!

Papéis e documentos também podem seguir o mesmo princípio. Como não dá pra ficar procurando pastinhas e envelopes no dia-a-dia, estabeleço gavetas ou caixas para assuntos diversos como contas a pagar, recibos e contas pagos, manuais, documentos, bobagens… é só jogar ali assim que recebemos. No final do ano, ou quando a gaveta/caixa fica cheia, é hora de organizar nas pastas e envelopes do escritório! Simples e rápido!

Até mesmo a cozinha e a despensa podem ficar melhores com um pouco de organização. Que tal separar os alimentos abertos/em uso dos fechados? Pode ser em uma prateleira ou até mesmo em armários só para este fim – fazer a lista do supermercado fica muito mais rápido.

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A louça também pode ficar agrupada por tipo de uso, freqüência de utilização ou até por cor… muito bom na hora de arrumar a mesa! E melhor ainda se as toalhas, guardanapos e jogos americanos seguirem o mesmo padrão.

Se prestarmos atenção no quotidiano, perceberemos as mudanças que precisam ser feitas para facilitar a vida. E as crianças logo aprendem também!

Outro dia eu estava cansadíssima depois de um dia de trabalho e atividades de casa, então, ao ajudar meu pequeno a juntar os carrinhos que inevitavelmente ficam no chão da sala, coloquei na primeira caixa de brinquedos que vi (preguiça de procurar a certa – confesso!) e logo fui repreendida: “mamãe, aí são os dinossauros, a caixa dos carrinhos é aquela!”

E a bisa me contou que até ela já foi ensinada sobre o lugar certo de cada brinquedo! Acredito que isso aconteça porque, assim como facilita para mim, facilita para o meu baixinho saber onde estão seus brinquedos “fabolitos”!

Boa arrumação!

Beijinhos

* todas as imagens são do Pinterest

Sua casa, sua vida!

coleção

 

 

 

 

 

 

Conversando com meus queridos clientes, me pego mais uma vez refletindo sobre como dar a sua personalidade ao seu ambiente…

Esta é uma questão bastante complicada para muitos, tão complicada quanto achar o seu estilo pessoal de se vestir. Confesso que eu mesma estou sempre mudando de ideia a respeito da minha casa e de minhas roupas. Aqui é um eterno laboratório, onde as mudanças são muito bem vindas… talvez, pensando um pouco, seja isso mesmo que reflete o meu estilo – geminiana inconstante que sou – vivo mudando de gosto e de humores!

Segundo a escritora e crítica cultural Virgínia Postrel em seu livro The substance of the style, “a identidade é o significado da superfície” seja esta superfície composta de pessoas, lugares ou coisas, ou seja, a sua identidade é composta das escolhas visuais que você faz para se mostrar ao mundo, e é através dela que você pode ser reconhecida de uma forma ou de outra.
Assim é com a sua casa, a maneira como você dispõe os objetos, define as cores, os móveis, enfim… tudo reflete a maneira que você vive e se comporta diante da vida – sua casa traduz suas escolhas!

Conheço várias pessoas que acabam não arriscando em nada nos seus ambientes com medo de fazer errado… não preciso ir longe, minha mãe (que tem um excelente senso estético) ficou anos, sim ANOS, sem expor objetos em sua sala por medo de errar! Ela investiu em móveis novos, cores, luminárias… mas as superfícies das paredes e aparadores ficaram lá… pelados!
Hoje (com um pequeno empurrãozinho desta que vos fala! Rsrsrsrs) a sala da minha mãe está repleta de memórias! Linda como ela!

Não curto muito estes manuais de “como mudar qualquer coisa em sua vida em 10 passos fáceis”, mas vou dar algumas pistas que podem servir de incentivo para que seu espaço reflita a sua personalidade:

1 – use as suas cores preferidas!
Sério, se você se sente mais feliz quando está usando suas cores preferidas em suas roupas, porque não usá-las em seu ambiente?
Se for ousado, invista em pintura ou papel de parede com as cores que mais gosta. Pode ser o cômodo todo, uma parede ou até mesmo um cantinho, um detalhe.
Se não se sente tão aventureiro, use a sua paleta favorita nos detalhes menores, como almofadas, cortinas e objetos decorativos. Assim, pode mudá-los conforme seu humor!

2- exponha-se!
Faça de seus objetos de grande valor afetivo e com histórias para contar, parte da sua decoração.
Sabe aquele talher de prata que era do seu pai? Aquela roupinha especial do seu filho? Aqueles objetos que trouxe das tantas viagens?
Use-os! É reconfortante olhar ao redor e encontrar aquilo que nos faz bem, reconhecermo-nos em nossa própria casa.
Dependendo do objeto ele pode ser colocado em uma moldura ou até mesmo diretamente em algum lugar de destaque, o importante é que ele fique ali, à sua vista.
Assim, quem entra na sua casa fica sabendo de parte da sua história, das coisas que você gosta, das suas paixões, afinal, a casa é o reflexo da alma de quem nela mora, não? Além disso, objetos diferentes podem ser ponto de partida para as conversas mais interessantes.

3- mostre suas coleções!
Assim como seus objetos queridos, suas coleções dizem muito sobre você.
Uma boa dica é arrumá-la toda em um mesmo lugar, como um aparador ou prateleira. Os objetos semelhantes (seja no uso, na cor ou na forma) são valorizados e assumem maior destaque quando colocados juntos. Tire os elefantinhos de louça do armário!

4- crie espaços especiais!
Sempre sonhou com um canto de leitura? Um sofá aconchegante para ver filmes? Um cantinho para a horta na cozinha?
Faça acontecer! Invista em espaços que trazem conforto e satisfação a você e sua família.
Uma manta quentinha no sofá no inverno ou uma bandejinha com café e chocolates podem fazer milagres em seu humor.
Sua casa ficará linda e uma delícia!

5- não tenha medo de ousar!
Use a sua criatividade e mude, transforme, acrescente, troque… se você está sempre mudando, porque a sua casa deve continuar a mesma?
Se não ficar bom, mude novamente! Mas não precisa necessariamente gastar com isso, às vezes basta mudar os objetos ou móveis de lugar e o clima já fica totalmente diferente.
Abuse do que você já tem de uma forma que nunca fez antes. É sempre revigorante!

6- mostre seus livros!
Muita gente pode não concordar com esta sugestão, mas eu amo ver os livros que as pessoas leem!
Além disso, as capas coloridas funcionam como ingrediente a mais na composição do ambiente.
Só não vale comprar livros para a decoração e nem sequer folheá-los! Os livros, assim como os objetos devem falar de você, seus gostos, suas preferências e até mesmo contar a sua história…

7- mostre suas fotos!
Relembrar os momentos felizes e as pessoas queridas cada vez que bate o olho numa fotografia pode ser reconfortante.
Escolha aquelas que você e sua família mais gostam e procure formas criativas para expor, como painéis, varais, quadros e porta-retratos.
Só tome o cuidado de não colocar à vista dos visitantes aquelas fotos que você não gostaria de dividir com ninguém! Rsrsrsrs

Enfim, estas são pequenas atitudes em que eu acredito e que procuro aplicar na minha casa e sugerir aos meus clientes. Devem existir outras tantas que você faz e nem se dá conta!
Não esqueça que comunicando ao mundo o nosso estilo particular dizemos quem somos e mostramos a forma como queremos ser tratados.
Assim como cada pessoa, cada casa é única, e aí é que está a graça da vida!

Beijinhos

Arquitetura da felicidade…

Arquitetura da Felicidade 1

Entre as minhas divagações noturnas, já na cama antes de dormir, costumo fechar os olhos e me fazer a pergunta: “como é a minha casa ideal?” e então, começo a imaginar cada detalhe do que seria a casa dos meus sonhos naquele momento da minha vida. Logo depois, comparo a casa dos meus sonhos com a minha casa, e vejo o que falta nela… um pouco de cor, mais quadros, mais espaço…

O que mais me intriga nas minhas divagações é que SEMPRE, eu repito, SEMPRE foi assim: a casa dos meus sonhos é a casa onde eu moro!

Pode parecer conformismo e/ou meu grande ego, mas é real, a casa dos meus sonhos é esta, cheia de vida, de cheiros, de objetos com que eu me identifico e me reconheço o tempo todo!

Assim, minha divagação noturna passa a ser, no que eu posso melhorar a minha casa, o que está faltando?

Tenho pensado bastante nisso ao ver as pessoas consumindo arquitetura ultimamente… vejo famílias sem tempo de curtir fazer arquitetura, sem tempo de participar do processo… e sem vontade. Vejo gente afoita por fazer a arquitetura acontecer no mínimo de tempo, sem conhecer direito quem vai usar, sem refletir suficientemente sobre sua vida, suas preferências, suas manias… o custo disso é uma arquitetura bonitinha, na última moda e impessoal, que poderia ser meu, seu ou de qualquer outra pessoa. Tipo showroom de loja sabe? Lindo, combinadinho e de ninguém.

Cadê a vida gente? Cadê a “bagunça”, as lembranças, os cheiros?

Cadê aquele detalhe pensado especialmente pra gente?

Cada vez que faço a minha arquitetura eu paro e analiso com muito carinho a vida de quem me solicita… entro na sua intimidade e um pouquinho na sua loucurinha (que de louco e de santo…). Faço uma “terapia arquitetônica” mesmo!

Do contrário, como saber que o empresário prefere escutar rádio enquanto usa o banheiro? E como imaginar que a advogada gosta de olhar suas orquídeas enquanto cozinha? E aquela profissional sisuda, que trabalha em meio aos homens e que gosta de fazer artesanato para relaxar? E até o cachorrinho que dorme no sofá… como resolver?

Na minha opinião é daí que nasce a arquitetura de uma casa… dos pequenos fazeres e quereres, de saber que aquilo ali é só seu, que tem a sua cara.

No final de tudo isso, é comum eu ouvir que a ideia toda foi sua, amigo morador, eu só “desenhei”…

E eu? Eu fico feliz da vida, porque ficou tão perfeitamente seu que poderia ter vindo da sua cabeça…

Então – por mais que possa me custar aqueles que não veem assim, aqueles que preferem o impessoal, o pronto, o rápido – eu levanto a bandeira da “slow arquitetura”, que é onde você vai viver lentamente a sua felicidade, construindo um dia por vez!

Como diz Alain de Botton em seu livro “A arquitetura da felicidade”, a casa é a guardiã da identidade de quem nela mora, e assim seus donos, ao longo dos anos, olhando ao redor lembram quem eles eram… e eu ainda complemento: para onde vão à partir dali.

Tenho certeza que eu não sou a única a acreditar na arquitetura assim: devagar e pessoal!

E porque não??

Beijinhos