O Caminho dos Pais Pacíficos

equilibrio

A minha busca atual é por equilíbrio: na rotina, no trabalho, no uso da Internet, na educação do João! Por isso este texto me caiu como uma luva…

Alcançar o equilíbrio, ou a paz, não é viver sem stress (quem tem filhos sabe que isso é impossível) e sim aprender a viver com as situações estressantes, aceitá-las, deixá-las passar, vivê-las com serenidade.

Na minha vida esta tem sido uma luta e um aprendizado constantes. Achar o caminho do meio, aquele de serenidade entre as emoções quotidianas, é o grande desafio que assumi comigo mesma. E sempre é tempo de parar e reavaliar, pedir desculpas e voltar atrás…

Não deixar que os desafios se sobreponham à vontade de fazer melhor é uma grandiosa meta para mim… e o pouco que já aprendi faz uma grande diferença.

Por acreditar no poder da paz/equilíbrio no dia-a-dia, facilitando as escolhas em todos os campos da vida – especialmente com os pequenos – é que divido aqui o excelente texto de Leo Babauta, do blog Zen Habits traduzido para o português pelo blog Lar Montessori. (dois blog maravilhosos e que recomendo!)

Aproveitem sem moderação!

O Caminho dos Pais Pacíficos.

Beijinhos

Até a hora de dormir, sem stress (ou quase!)

sem stress

Sabe aquela hora depois da escola? Aquele momento depois que você trabalhou o dia todo, seu marido trabalhou o dia todo (no caso do meu, acabou de sair pra trabalhar mais um pouco) e seu filho está com sono/fome/querendo atenção???

Aquelas poucas horas entre chegar em casa e dormir onde você tem que se alimentar, alimentar a(s) criança(s), tomar banho, dar banho e com sorte fazer alguma atividade prazerosa??
Quando o dia ainda não acabou e você já está acabada???

Muitas vezes fui dormir achando que não tinha feito nada direito… como se eu e o pequeno tivéssemos comido com pressa, tomado banho com pressa e não tivéssemos aproveitado nadica de nada a companhia um do outro.

Há um tempo atrás vi algumas dicas de várias mães que realmente me ajudaram a encarar o final do dia com mais prazer e menos stress, e que fui adaptando à minha própria rotina.
Repasso aqui para que, se servirem para mais alguma mamãe, que sejam tão úteis como foram para mim!

1- Tenha um lanche paliativo:

O meu baixinho costuma sair da escola com fome e sede, mas ainda é muito cedo para jantar. Facilita muito ter algum lanche leve e água fresquinha neste momento.
Pode ser uma fruta, uma ou duas bolachinhas leves e não muito doces, uma pequena porção de amêndoas, uma fatia de pão integral ou até um salgado assado.
Alimentos fáceis e nutritivos que possam ser carregados dentro do carro para que o pequeno coma assim que sair da escola.
O mais importante é que este lanche seja pequeno para que não tire a fome da janta (que aqui em casa é entre 19:30 e 20:00 horas).
Para nós funciona muito bem pois a fome do pequeno aliada ao cansaço resulta em choro, brabeza e birras! Um lanchinho leve dá o suporte necessário para chegar até a hora da janta sem maiores dramas.

2- Dê um tempo de transição (para você e para ele):

Às vezes a criança precisa de algum tempo livre depois de passar a tarde toda seguindo regras, realizando tarefas e brincadeiras em grupos na escola. Deixe-a brincar livremente por alguns instantes.
Aqui em casa, no verão, é o momento de ficar no pátio, brincar com água, andar de patinete, jogar bola. No frio, os brinquedos são a melhor opção – deixo que ele escolha e brinque com o que quiser e só observo de longe.
Também me ajuda fazer a minha própria transição: trocar de roupas, lavar o rosto, comer uma fruta, respirar fundo… me enchem de paciência e energia para chegar até a hora de dormir.
Uma caminhada até a padaria ou UM desenho na TV num dia chuvoso também funcionam.
Aqui em casa, depois deste pequeno ritual, tudo flui com mais tranqüilidade, e as “ordens” da mamãe parecem ser acatadas com mais prazer! Rsrsrsrsrs

3- Diminua o ritmo:

Faça as coisas mais devagar, converse com seu filho, ria, brinque com ele… isso só irá relaxar e unir mais vocês dois. De quebra, o clima para a hora de dormir vai se preparando e TUDO aquilo que facilita a hora de dormir aqui em casa é bem vindo! Rsrsrsrs
Atividades sensoriais costumam prender a atenção e relaxar ao mesmo tempo. Pode ser massinha de modelar, pinturas de dedinhos, instrumentos musicais ou o que mais a imaginação mandar. Ouvir uma música calma também é agradável e divertido, eu a-do-ro cantar junto com o João!

4- Tenha a refeição da noite pré-planejada:

Tente pensar com antecedência e assim providenciar os ingredientes para o jantar.
Facilita deixar algumas verduras lavadas e até picadas na geladeira para os dias de aperto. Ter sempre ingredientes frescos como ovos caipiras e iogurte natural aqui em casa facilita muito, pois posso preparar várias receitas com eles.
Guardar a sobra do almoço também pode ser uma opção excelente e prática! Dependendo do que eu cozinho, já faço um pouco a mais pensando no jantar do pequeno.
Outro truquezinho que eu adoro é ter sempre algumas coisinhas estratégicas congeladas como hambúrgueres caseiros, feijão, guisadinho já preparado… depois é só acrescentar um legume e fazer um arrozinho novo com alho que a janta está servida!
O importante é não deixar para pensar no que vai servir de última hora, aí vira tudo uma correria…
No final do post vou passar a minha receitinha nova de panquecas integrais de cenoura que aqui em casa foram sucesso total na janta do meu baixinho.

5- Antecipe:

Não deixe a fome apertar para servir o jantar e nem o sono ficar muito grande para levar para a cama!
Aqui em casa o mau-humor impera (nos pais e no filho! Rsrsrsrs) se deixamos a situação ficar muito avançada. Quando o João está com muita fome, acaba ficando irritado e a hora da comida se torna uma tortura e quase sempre acaba em briga! Por isso procuro seguir a rotina de horários para que a fome não aperte antes de eu ter o jantar servido.
Para o sono vale o mesmo princípio, sono demais, aqui, significa agitação. Costumo colocá-lo para dormir assim que percebo o sono chegar. Mesmo que isso possa significar dormir meia ou até uma hora antes do normal. O importante é não deixar o cansaço se instalar e impedir o adormecer tranqüilo.

6- Antencipe II:

Outro truque que aprendi e que tem me ajudado muito é antecipar para ele o que vai acontecer. Por exemplo, cerca de quinze minutos antes de qualquer atividade eu anuncio: “filho, se prepara que daqui a quinze minutos vamos fazer tal coisa!”. Aviso novamente quando faltarem dez minutos e cinco minutos, assim, quando chega o momento ele já está esperando e vai de boa vontade.
Outro dia dei o primeiro aviso do “banho em quinze minutos” e poucos minutos depois ele aparece no meu quarto, peladinho e avisando: “mamãe, já estou preparado para o banho!” Rsrsrsrsrs

7- Crie uma rotinha “pré-cama”:

Aqui em casa a rotina é mais ou menos a mesma desde que o João nasceu. Ainda assim, às vezes a hora de ir para a cama pode ser bem estressante.
Nossa rotina começa desligando a TV e o som (ou colocando uma música muuuuito suave e baixinha) e diminuindo as luzes. Então, banho e complementos. Depois do banho não saímos mais do quartinho dele. Dou um tempinho para alguma brincadeira calma no quarto ou até na caminha mesmo e chega a hora da historinha (que pode ser de um livrinho ou da cabeça da mamãe, ele escolhe). Aí é tetezinha (sim, ele ainda toma e chupa bico – não me julguem!) e cantar para dormir. Com sorte em 15, 20 min estará dormindo! Sem sorte o processo pode se prolongar por até uma hora… paciência neste momento é o meu desafio!

8- Permita-se:

Se tudo der errado e as coisas desandarem, permita-se respirar fundo e começar novamente!
Observe seus filhos e saiba quando é hora de quebrar a rotina – não se torne sua escrava e sim a use para facilitar a sua vida.
Se perceber que seus hábitos, por mais arraigados que estejam, estão dificultando o processo, mude! Transforme-se para melhor! Sempre é tempo.
Quando temos visitas (especialmente os vovôs e vovós) ou nos finais de semana, não me estresso em sair da rotina, o importante é não perder o prazer de fazer as coisas.
Conheço pessoas que ficam de mau-humor se não comerem pizza em um determinado horário e dia da semana! Não seja uma delas – a rotina serve para trazer leveza e não mais peso para seu dia-a-dia.

E finalmente, quando olhar para trás e ver que tudo deu certinho – conseguiu alimentar, dar banho e ainda curtir o seu pequeno – relaxe e mime-se, você merece!!!

Beijinho

Panqueca integral de cenoura:

1 e ½ xícaras de farinha de trigo integral
2 ovos caipiras inteiros
3 cenouras orgânicas pequenas
1 xícara de leite tipo B
sal e temperos a gosto

Bati tudo no liquidificador e passei na frigideira anti-aderente untada com manteiga.

Fiz umas panquecas bem gordinhas, como aquelas americanas e servi com requeijão caseiro e tomatinhos cereja.
Rendeu 6 panquecas grossas – meu pequeno comeu duas e meia!!!

Mais fácil impossível!!!
Bom proveito!

Sua casa, sua vida!

coleção

 

 

 

 

 

 

Conversando com meus queridos clientes, me pego mais uma vez refletindo sobre como dar a sua personalidade ao seu ambiente…

Esta é uma questão bastante complicada para muitos, tão complicada quanto achar o seu estilo pessoal de se vestir. Confesso que eu mesma estou sempre mudando de ideia a respeito da minha casa e de minhas roupas. Aqui é um eterno laboratório, onde as mudanças são muito bem vindas… talvez, pensando um pouco, seja isso mesmo que reflete o meu estilo – geminiana inconstante que sou – vivo mudando de gosto e de humores!

Segundo a escritora e crítica cultural Virgínia Postrel em seu livro The substance of the style, “a identidade é o significado da superfície” seja esta superfície composta de pessoas, lugares ou coisas, ou seja, a sua identidade é composta das escolhas visuais que você faz para se mostrar ao mundo, e é através dela que você pode ser reconhecida de uma forma ou de outra.
Assim é com a sua casa, a maneira como você dispõe os objetos, define as cores, os móveis, enfim… tudo reflete a maneira que você vive e se comporta diante da vida – sua casa traduz suas escolhas!

Conheço várias pessoas que acabam não arriscando em nada nos seus ambientes com medo de fazer errado… não preciso ir longe, minha mãe (que tem um excelente senso estético) ficou anos, sim ANOS, sem expor objetos em sua sala por medo de errar! Ela investiu em móveis novos, cores, luminárias… mas as superfícies das paredes e aparadores ficaram lá… pelados!
Hoje (com um pequeno empurrãozinho desta que vos fala! Rsrsrsrs) a sala da minha mãe está repleta de memórias! Linda como ela!

Não curto muito estes manuais de “como mudar qualquer coisa em sua vida em 10 passos fáceis”, mas vou dar algumas pistas que podem servir de incentivo para que seu espaço reflita a sua personalidade:

1 – use as suas cores preferidas!
Sério, se você se sente mais feliz quando está usando suas cores preferidas em suas roupas, porque não usá-las em seu ambiente?
Se for ousado, invista em pintura ou papel de parede com as cores que mais gosta. Pode ser o cômodo todo, uma parede ou até mesmo um cantinho, um detalhe.
Se não se sente tão aventureiro, use a sua paleta favorita nos detalhes menores, como almofadas, cortinas e objetos decorativos. Assim, pode mudá-los conforme seu humor!

2- exponha-se!
Faça de seus objetos de grande valor afetivo e com histórias para contar, parte da sua decoração.
Sabe aquele talher de prata que era do seu pai? Aquela roupinha especial do seu filho? Aqueles objetos que trouxe das tantas viagens?
Use-os! É reconfortante olhar ao redor e encontrar aquilo que nos faz bem, reconhecermo-nos em nossa própria casa.
Dependendo do objeto ele pode ser colocado em uma moldura ou até mesmo diretamente em algum lugar de destaque, o importante é que ele fique ali, à sua vista.
Assim, quem entra na sua casa fica sabendo de parte da sua história, das coisas que você gosta, das suas paixões, afinal, a casa é o reflexo da alma de quem nela mora, não? Além disso, objetos diferentes podem ser ponto de partida para as conversas mais interessantes.

3- mostre suas coleções!
Assim como seus objetos queridos, suas coleções dizem muito sobre você.
Uma boa dica é arrumá-la toda em um mesmo lugar, como um aparador ou prateleira. Os objetos semelhantes (seja no uso, na cor ou na forma) são valorizados e assumem maior destaque quando colocados juntos. Tire os elefantinhos de louça do armário!

4- crie espaços especiais!
Sempre sonhou com um canto de leitura? Um sofá aconchegante para ver filmes? Um cantinho para a horta na cozinha?
Faça acontecer! Invista em espaços que trazem conforto e satisfação a você e sua família.
Uma manta quentinha no sofá no inverno ou uma bandejinha com café e chocolates podem fazer milagres em seu humor.
Sua casa ficará linda e uma delícia!

5- não tenha medo de ousar!
Use a sua criatividade e mude, transforme, acrescente, troque… se você está sempre mudando, porque a sua casa deve continuar a mesma?
Se não ficar bom, mude novamente! Mas não precisa necessariamente gastar com isso, às vezes basta mudar os objetos ou móveis de lugar e o clima já fica totalmente diferente.
Abuse do que você já tem de uma forma que nunca fez antes. É sempre revigorante!

6- mostre seus livros!
Muita gente pode não concordar com esta sugestão, mas eu amo ver os livros que as pessoas leem!
Além disso, as capas coloridas funcionam como ingrediente a mais na composição do ambiente.
Só não vale comprar livros para a decoração e nem sequer folheá-los! Os livros, assim como os objetos devem falar de você, seus gostos, suas preferências e até mesmo contar a sua história…

7- mostre suas fotos!
Relembrar os momentos felizes e as pessoas queridas cada vez que bate o olho numa fotografia pode ser reconfortante.
Escolha aquelas que você e sua família mais gostam e procure formas criativas para expor, como painéis, varais, quadros e porta-retratos.
Só tome o cuidado de não colocar à vista dos visitantes aquelas fotos que você não gostaria de dividir com ninguém! Rsrsrsrs

Enfim, estas são pequenas atitudes em que eu acredito e que procuro aplicar na minha casa e sugerir aos meus clientes. Devem existir outras tantas que você faz e nem se dá conta!
Não esqueça que comunicando ao mundo o nosso estilo particular dizemos quem somos e mostramos a forma como queremos ser tratados.
Assim como cada pessoa, cada casa é única, e aí é que está a graça da vida!

Beijinhos

Criando filhos para o mundo… qual mundo?

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Porque é tão difícil conciliar idéias de amor diferentes?

Acontece que se deu uma grande mudança por aqui, e os pensamentos já não são os mesmos, os costumes já se transformaram, e eu já acreditei nas minhas novas verdades momentâneas.

Quando se ama, há que se respeitar as vontades… mas e se forem tão desiguais?

Agora, o que eu quero pro pequeno João é tão diferente daquilo a que fui acostumada… parece mesmo tão distante, e também tão perto.

Às vezes sinto como se estivesse remando contra a grande maré do mundo… ensinando meu filho a ter calma e paciência, a prestar atenção, a ouvir, a respeitar o próximo, a ceder sua vez…

E volta e meia escuto: e a ambição? E o mercado de trabalho? O mundo é tão duro, como vai se defender?

Aí eu penso que a melhor preparação para a vida é amar viver, é valorizar aquilo que realmente importa para si e se respeitar. Penso que uma boa formação é aquela que te dá a certeza de que você pode ir, pode se aventurar, mas se quiser voltar, aqui está guardado o seu lugar!

Outro dia na pracinha fiquei observando a agressividade de algumas crianças da mesma idade ou um pouco maior que o João… meninos e meninas agressivos.

E de repente sou acordada dos meus devaneios por um menino grandinho quase subindo por cima do meu pequeno que estava na escadinha do escorregador. Meu primeiro impulso foi tirá-lo dali, mas me segurei e fiquei observando.

Meu amado filho desceu devagar os degraus e foi para o lado, deixando o outro menino subir correndo e escorregar. Perguntei o que houve e ele com toda a calma me respondeu: “deixei o menino passar na minha frente mamãe, ele estava com mais pressa!” E ao dizer isso, correu novamente em direção a escadinha, subiu e desceu pelo escorregador sorrindo.

Meu coração se encheu de orgulho e dei aquela olhadinha de canto para ver se alguém estava observando – não estava, que pena…

Observar o desenvolvimento do meu filho, sua independência, sua amorosidade, sua curiosidade com o mundo, sua saúde, seu desprendimento me fazem acreditar que sim, ele está sendo preparado para um mundo duro, para um mercado de trabalho cruel. Porém, não para ser mais um no cardume da vida, e sim para ser diferente e realmente mudar as coisas a sua volta para melhor. Acredito que estou preparando meu filho para ser feliz com o que faz e se realizar com isso, e assim, ser bem sucedido.

Pode ser que eu esteja realmente enganada, pode ser que ele não seja nada disso… eu sei e vou amá-lo da mesma forma… mas a educação tão diferente (e ao mesmo tempo tão parecida) que eu recebi me preparou para ser esta mãe que eu sou, e isso não pode ser assim tão ruim… pode?

Beijinhos

Bolinho da mamãe

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Há exatamente dois anos, oito meses e nove dias minha vida começou a mudar (com a chegada do meu pequeno amor)… e posso dizer que há um ano mais ou menos a mudança tornou-se muito mais intensa e radical.

Foi por esta data do ano passado que mudei de estado, de cidade, de trabalho, de costumes, de afazeres, de vida! E posso dizer (ainda bem) que agora estou muito mais feliz.

Tudo começou pela decisão de largar tudo pelo que realmente importa, ficar perto daqueles que mais nos amam… da família. Permitir que o João tivesse a oportunidade de conviver com as avós e bisas e dindas… não tem preço. Diminuir a jornada de trabalho também foi fundamental – e com isso aprender a viver com menos (sim, é possível e é libertador!).

Em seguida, veio a curiosidade sobre uma maneira de viver mais leve e mais saudável, já que o baixinho crescia em tamanho e energia e a mamãe aqui já não é nenhum bebê… rsrsrsrs

Conhecer um novo tipo de alimentação, mais real, mais de acordo com o mundo que eu quero pro João foi fundamental nesta mudança. Sou pós-graduada em meio-ambiente e por muito tempo dei aulas sobre isso. Estudando o assunto, aprendi que a produção de comida é uma das maiores formas de depredação do meio-ambiente! E isso envolve o desperdício também.

Então… percebi que a mudança deveria ser ampla, envolvendo todos os aspectos das nossas vidas. Alimentação, hábitos de consumo, entretenimento…

Alimentação natural, se possível orgânica, produzida por pequenos produtores, comprada na feirinha municipal já é um bom começo pra quem se interessa.

No supermercado, comprar produtos com o mínimo de ingredientes e que a gente saiba que ingredientes são estes também é legal! Outro dia li num artigo que comemos coisa que não fazemos idéia do que é – pura verdade!! Ou você sabe o que é difosfato de sódio (que tem no leite UHT)? Eu não sei…

Preparar a comida com amor, escolher com calma aquilo que a minha família come, ensinar meu filho a valorizar os alimentos in natura, levá-lo a feira (que aqui em casa é programa de família) e tentar livrá-lo do consumismo são outros hábitos que prezamos.

Falando assim parece que passo a vida cozinhando, mas não é o caso. Preparar um bolinho e alguns biscoitos ou uma tortinha no domingo. Fazer o almoço todos os dias, preparar o lanche da escolinha. Deixar sempre frutas e verduras fresquinhas e higienizadas à disposição dos meus amores… este é o resumo dos meus afazeres alimentares!! Rsrsrsrs

O resto do tempo eu trabalho, estudo, cuido dos meus guris, me cuido…

Não é tão difícil, nem tão fácil assim – é possível!

Aqui vai uma receitinha básica de bolinho que faço todos os domingos.

(cheguei a ela depois de alguma experimentação – delícia!)

 Bolo de maçã com canela

1 copo de iogurte natural integral (veja no rótulo se é só iogurte ou leite com fermentos lácteos – se não for, não compre!)

*usar o copo como medida para o resto

1 colher de sopa de manteiga (prefiro a da feira)

3 ovos caipiras ou orgânicos inteiros (coloque as gemas e reserve as claras)

1 maça descascada e cortada em cubinhos

Canela em pó a gosto (coloco mais ou menos uma colher de sopa)

Coloque tudo no liquidificador e bata bem.
Em uma vasilha coloque os líquidos e junte:

2 copos de farinha de trigo (costumo colocar um da branca e um da integral)

2 copos de açúcar mascavo orgânico

1 colher de sopa de fermento

Misture tudo muito bem e então acrescente as claras batidas em neve pra ficar beeeem fofinho.
Asse em forma redonda com furo ou em forminhas individuais (como faço pra merenda do baixinho), untada com um pouquinho de manteiga no forno médio pré-aquecido.

Depois me conta como ficou!!!

Alguns sites legais em que baseio a alimentação aqui de casa:

http://www.slowfoodbrasil.com/

http://pat.feldman.com.br/

www.asdeliciasdodudu.com.br

Beijinhos

Arquitetura da felicidade…

Arquitetura da Felicidade 1

Entre as minhas divagações noturnas, já na cama antes de dormir, costumo fechar os olhos e me fazer a pergunta: “como é a minha casa ideal?” e então, começo a imaginar cada detalhe do que seria a casa dos meus sonhos naquele momento da minha vida. Logo depois, comparo a casa dos meus sonhos com a minha casa, e vejo o que falta nela… um pouco de cor, mais quadros, mais espaço…

O que mais me intriga nas minhas divagações é que SEMPRE, eu repito, SEMPRE foi assim: a casa dos meus sonhos é a casa onde eu moro!

Pode parecer conformismo e/ou meu grande ego, mas é real, a casa dos meus sonhos é esta, cheia de vida, de cheiros, de objetos com que eu me identifico e me reconheço o tempo todo!

Assim, minha divagação noturna passa a ser, no que eu posso melhorar a minha casa, o que está faltando?

Tenho pensado bastante nisso ao ver as pessoas consumindo arquitetura ultimamente… vejo famílias sem tempo de curtir fazer arquitetura, sem tempo de participar do processo… e sem vontade. Vejo gente afoita por fazer a arquitetura acontecer no mínimo de tempo, sem conhecer direito quem vai usar, sem refletir suficientemente sobre sua vida, suas preferências, suas manias… o custo disso é uma arquitetura bonitinha, na última moda e impessoal, que poderia ser meu, seu ou de qualquer outra pessoa. Tipo showroom de loja sabe? Lindo, combinadinho e de ninguém.

Cadê a vida gente? Cadê a “bagunça”, as lembranças, os cheiros?

Cadê aquele detalhe pensado especialmente pra gente?

Cada vez que faço a minha arquitetura eu paro e analiso com muito carinho a vida de quem me solicita… entro na sua intimidade e um pouquinho na sua loucurinha (que de louco e de santo…). Faço uma “terapia arquitetônica” mesmo!

Do contrário, como saber que o empresário prefere escutar rádio enquanto usa o banheiro? E como imaginar que a advogada gosta de olhar suas orquídeas enquanto cozinha? E aquela profissional sisuda, que trabalha em meio aos homens e que gosta de fazer artesanato para relaxar? E até o cachorrinho que dorme no sofá… como resolver?

Na minha opinião é daí que nasce a arquitetura de uma casa… dos pequenos fazeres e quereres, de saber que aquilo ali é só seu, que tem a sua cara.

No final de tudo isso, é comum eu ouvir que a ideia toda foi sua, amigo morador, eu só “desenhei”…

E eu? Eu fico feliz da vida, porque ficou tão perfeitamente seu que poderia ter vindo da sua cabeça…

Então – por mais que possa me custar aqueles que não veem assim, aqueles que preferem o impessoal, o pronto, o rápido – eu levanto a bandeira da “slow arquitetura”, que é onde você vai viver lentamente a sua felicidade, construindo um dia por vez!

Como diz Alain de Botton em seu livro “A arquitetura da felicidade”, a casa é a guardiã da identidade de quem nela mora, e assim seus donos, ao longo dos anos, olhando ao redor lembram quem eles eram… e eu ainda complemento: para onde vão à partir dali.

Tenho certeza que eu não sou a única a acreditar na arquitetura assim: devagar e pessoal!

E porque não??

Beijinhos

Feliz dia das minhas queridas…

amigas

Hoje, dia da mulher… poderia bem ser outro dia qualquer, mas hoje, justo hoje, meu coração se encheu de nostalgia. Saudades de um momento que nem sequer vivi, mas que povoa minha mente e meu coração há tempos, mais especificamente desde que engravidei lá longe, longe da família e de muitas amigas.

Este tempo que mora no meu coração é aquele em que as mulheres de uma aldeia, uma comunidade ou de uma família se juntavam para cuidar das outras, cuidar de seus rebentos, ensinar a ser mãe ou esposa, mostrar como é que se é mulher, como se concilia todos os nossos papéis. Estas carinhosas mulheres cuidavam umas das outras, amavam-se e protegiam-se… não vivi este tempo, na verdade não sei nem se existiu, mas ele está bem vivo no meu sentimento.

Quando começo a refletir sobre o meu tempo presente, minha realidade de “mãe-que-nunca-morou-perto-da-família”, começo a entender que de certa forma, minha aldeia está bem aqui presente, longe e perto de mim ao mesmo tempo!

A internet é minha aldeia, onde reencontro, mesmo que por segundos, todas (ou quase) as minhas queridas mulheres.

É pela net que recebo o carinho de mana e de bisa todos os dias, é aqui que acompanho e “aperto” os filhos das minhas amadas amigas, é onde reencontro a amiga de outro estado que admira Montessori como eu, onde acompanho a amiga de outro país que acredita na alimentação natural, onde “abraço” a querida que está na minha cidade natal mas nunca conseguimos nos encontrar, onde recebo o carinho daquela que está do outro lado do mundo, encontro a amiga de infância que tanto adoro e com elas troco idéias e sentimentos nada virtuais… minha aldeia está aqui, reforçando os laços que existem na minha vida! E quando nos reencontramos fisicamente, que festa!! Me sinto acolhida…

Porque meu mundo ideal seria bem menor e bem grandão ao mesmo tempo… pequeno o suficiente para que eu e minhas queridas pudéssemos nos reencontrar pelo menos uma vez ao mês, ou a cada ano… e seria grande o bastante para que pudéssemos viver todas as experiências que nos fazem ser quem somos!

Nesta dualidade de quereres é que vivo meu “ser mulher”, minha maternação, meu fazer. É aqui que construo meu mundo perfeito, ao lado de todas estas vizinhas que ganhei ao longo do caminho e que ainda vou ganhar. Aqui é o meu canto…

Enfim… (avisei que estava toda sentimental e nostálgica… rsrsrsrs) meu desejo neste dia das mulheres é que todas as minhas amadas mulheres, todas as mulheres da minha vida saibam como eu as amo e admiro e espero ansiosamente pelos nossos reencontros, mesmo por aqueles que nunca chegam…

Beijinhos no coração!

PS – desculpem se deixei um pouco de lado toda a significação política deste dia, mas… como eu já havia dito… hoje sou só coração!