Criando filhos para o mundo… qual mundo?

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Porque é tão difícil conciliar idéias de amor diferentes?

Acontece que se deu uma grande mudança por aqui, e os pensamentos já não são os mesmos, os costumes já se transformaram, e eu já acreditei nas minhas novas verdades momentâneas.

Quando se ama, há que se respeitar as vontades… mas e se forem tão desiguais?

Agora, o que eu quero pro pequeno João é tão diferente daquilo a que fui acostumada… parece mesmo tão distante, e também tão perto.

Às vezes sinto como se estivesse remando contra a grande maré do mundo… ensinando meu filho a ter calma e paciência, a prestar atenção, a ouvir, a respeitar o próximo, a ceder sua vez…

E volta e meia escuto: e a ambição? E o mercado de trabalho? O mundo é tão duro, como vai se defender?

Aí eu penso que a melhor preparação para a vida é amar viver, é valorizar aquilo que realmente importa para si e se respeitar. Penso que uma boa formação é aquela que te dá a certeza de que você pode ir, pode se aventurar, mas se quiser voltar, aqui está guardado o seu lugar!

Outro dia na pracinha fiquei observando a agressividade de algumas crianças da mesma idade ou um pouco maior que o João… meninos e meninas agressivos.

E de repente sou acordada dos meus devaneios por um menino grandinho quase subindo por cima do meu pequeno que estava na escadinha do escorregador. Meu primeiro impulso foi tirá-lo dali, mas me segurei e fiquei observando.

Meu amado filho desceu devagar os degraus e foi para o lado, deixando o outro menino subir correndo e escorregar. Perguntei o que houve e ele com toda a calma me respondeu: “deixei o menino passar na minha frente mamãe, ele estava com mais pressa!” E ao dizer isso, correu novamente em direção a escadinha, subiu e desceu pelo escorregador sorrindo.

Meu coração se encheu de orgulho e dei aquela olhadinha de canto para ver se alguém estava observando – não estava, que pena…

Observar o desenvolvimento do meu filho, sua independência, sua amorosidade, sua curiosidade com o mundo, sua saúde, seu desprendimento me fazem acreditar que sim, ele está sendo preparado para um mundo duro, para um mercado de trabalho cruel. Porém, não para ser mais um no cardume da vida, e sim para ser diferente e realmente mudar as coisas a sua volta para melhor. Acredito que estou preparando meu filho para ser feliz com o que faz e se realizar com isso, e assim, ser bem sucedido.

Pode ser que eu esteja realmente enganada, pode ser que ele não seja nada disso… eu sei e vou amá-lo da mesma forma… mas a educação tão diferente (e ao mesmo tempo tão parecida) que eu recebi me preparou para ser esta mãe que eu sou, e isso não pode ser assim tão ruim… pode?

Beijinhos

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